Lucas L. Galvão

Advogado e um eterno Acadêmico

Crítica aos alertas do BACEN e CVM quanto as criptomoedas

O Jornal do Comércio noticiou hoje sobre os alertas emitidos pelo Banco Central e pelo CVM, em que informam, sobretudo, dos riscos deste novo ativo financeiro (fraudes e pirâmides), da ausência de regulamentação específica, assim como da volatilidade e da ausência de lastro das criptomoedas.

De pronto, importante observar a sincronização das duas instituições, lançando alertas no mesmo horário, com discursos alinhados e próximos, o que não deve ser interpretado, necessariamente, como algo negativo, pelo contrário; pois justamente são as duas instituições responsáveis pelo regramento da ordem econômica assegurada pela Constituição Federal.

A seguir, tratar deste assunto e discutir sobre este novo mundo é um pequeno desafio, pois todo ele impera sob novas regras, por isso comumente invocado a palavra “disruptiva” ao classificar essa nova tecnologia. Contudo, equivocam-se as instituições quando trazem discurso mais emotivo, e pouco técnico, beirando a falácias, como exemplo a ausência de lastro, a volatilidade, ou mesmo ausência de regramentos (específicos), justamente ao omitir a palavra especificidade.

 

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Opinião: Sobre Investir em Criptomoedas, aquilo que ninguém quer falar.

Ronaldo Lemos, fundador da ITSRio, um dos responsáveis pelo texto do Marco Civil da Internet, e atuante em novas tecnologias e Direito, escreveu hoje em sua coluna na Folha de São Paulo se deveríamos ou não investir em Bitcoins. E não respondeu. Utilizou-se da fala de outra pessoa para dizer pelo sim, com a sua devida justificativa de quem sairia ganhando, ou seja, aquela própria pessoa.

Assim como todos, pouca gente se atreve a dizer se sim ou se não, pelo medo em se tornar responsável da perda de capital de tantos entusiastas que desconheçam o mundo do mercado de valores. E, inevitavelmente, muita gente vai perder dinheiro, para que aquele poucos que mais estudarem, estes sim possam ganhar dinheiro. Esta é a regra do jogo.

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Opinião: Sobre como algumas pessoas enxergam o mundo

Este twitte é real (link), e este meu texto é opinativo; assim, considerando que ainda vivemos num país democrático em que se tem respeito à liberdade de expressão, que fique registrado que está é a minha.

E, sobre a opinião deste jovem, se faz necessário alguns apontamentos, pois esbravejar inverdades na internet é um ato simples, especialmente contraídos em 140 caracteres, como ocorre no Twitter.

Ademais, em que pese suprimidos em curto texto, as palavras tem força, o compartilhamento tem escala e alcance, e o cuidado se faz importante, pois em curto texto pode-se extrair grandes problemas, e quando feito de forma descuidada, as consequências podem ser altas, por isso decidi começar a escrever um pouco mais sobre o que penso, para trazer um pouco de equilíbrio à internet – se é que isso é possível, então vejamos:

 

(1) Meio trilhão de reais perdoados de empresários políticos transvestidos de empresários.

Neste primeiro ponto se faz importante distanciar o real conceito de empresários, com aquilo que dizem ser, mas não são. Aceitando como verdade, pois admito não ter corrido atrás de quaisquer fontes para confirmar a notícia, que foi perdoada tamanhas dívidas, resta compreender e conceituar melhor o verbete “empresário”.

Considerando que 90% das empresas brasileiras são familiares [Sebrae-SC], parece-me bem incongruente generalizar de forma tão cretina como se todo empresário tivesse a sua dívida perdoada.

Ou, seria mais congruente dizer, portanto, que supostos empresários, a fim de conseguir tamanha regalia, não precisariam estar ligados a classe política, de tal forma a ter a sua dívida perdoada?

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