Ronaldo Lemos, fundador da ITSRio, um dos responsáveis pelo texto do Marco Civil da Internet, e atuante em novas tecnologias e Direito, escreveu hoje em sua coluna na Folha de São Paulo se deveríamos ou não investir em Bitcoins. E não respondeu. Utilizou-se da fala de outra pessoa para dizer pelo sim, com a sua devida justificativa de quem sairia ganhando, ou seja, aquela própria pessoa.

Assim como todos, pouca gente se atreve a dizer se sim ou se não, pelo medo em se tornar responsável da perda de capital de tantos entusiastas que desconheçam o mundo do mercado de valores. E, inevitavelmente, muita gente vai perder dinheiro, para que aquele poucos que mais estudarem, estes sim possam ganhar dinheiro. Esta é a regra do jogo.

O que se colocaria em discussão, sobre a “fórmula” que Ronaldo Lemos trouxe do empresário argentino Wences Casares é em relação a esta porcentagem, pois por óbvio isso depende e varia muito de pessoa para pessoa e sua liquidez, bem como seu arrojo financeiro.
No mais, seguimos empurrando a resposta para esta pergunta, enquanto a moeda segue valorizando, e muito distante de parecer que irá acabar, pois a sua valorização indica nada mais nada menos que há mais pessoas dispostas a comprar a moeda, o que diminui ainda mais as chances de quebra – que é um dos maiores receios do mercado.
Contudo, verifica-se a alta volatilidade da moeda diante de notícias de impacto global, como os problemas políticos da Venezuela, na China de alguns meses atrás e ainda hoje com a proibição do ICO, a abertura do mercado Japonês, aceitando as criptomoedas, e etc. Ok, nada errado quanto a isso, pois depende e carece de mais investidores para ganhar maior robustez, é do jogo, é do mercado.
Ainda, e aqui é a minha opinião, eu tenho a sensação que aqueles que já tratam do assunto [Bitcoin e Criptomoedas], estes sim é que se encontram numa bolha; e a minha percepção é de que, por mais que a palavra “Bitcoin” já esteja menos estranha para o grande público, o seu conhecimento mínimo aceitável para poder decidir e tomar uma decisão definitiva a respeito ainda é muito inexistente.
Com base nesta minha premissa, seria correto então ousar pensar que toda essa euforia e “explosão” de subida de valores, em realidade, ainda é muito nada dentro da real possibilidade que esta moeda tem pela frente.
Assim, devo dizer, essa moeda vai nos surpreender na casa dos 100 mil dólares na mesma medida de crescimento que enxergamos e nos impressionamos com a evolução tecnológica recente. Mal arranhamos a superfície do que elas podem e serão.

E qual a opinião de vocês?