browser icon
You are using an insecure version of your web browser. Please update your browser!
Using an outdated browser makes your computer unsafe. For a safer, faster, more enjoyable user experience, please update your browser today or try a newer browser.

Dependência do Poder Privado frente ao Poder Público

Posted by on November 16, 2011

Desejo tratar, neste singelo artigo, a despeito de uma das minhas maiores frustrações: A ausência de iniciativa do Poder Privado. Vou mais longe, aliás, gostaria de riscar a palavra Poder. Pois desmerecem tal honraria.

Nas últimas semanas eu tive o privilégio de fazer parte de um time que organizou uma apresentação aos nossos hermanos argentinos, na iminência de trazermos estes empresários para estas terras tupiniquins, mais precisamente nestes pampas!

E nesta apresentação, o qual disponibilizo a todos – Clique Aqui -, a gente se deparou com inúmeros cenários econômicos, e muita coisa é interessante, como deveria ser.

Nesta apresentação a gente faz um demonstrativo em números de como a região sul do Brasil é um interessante lugar para se investir. E vou além, não apenas a região sul, mas todo o Brasil de uma forma geral, porquanto possuidor de um potencial de mercado enorme e não tão bem explorado.

Ademais, conforme desejo focar, resta claro a dependência do Privado frente ao Poder Público, porquanto necessitador deste para que realize qualquer ação. Mas pera aí, e se o Privado fosse menos passivo?

Trago, então, um exemplo. Ocorre com imensa frequência nos EUA; trata-se de grandes empresários que passam a doar para as suas antigas universidades como um gesto de agradecimento, pois sem ela não teriam alcançado o sucesso profissional. Isso é habitual por lá, mas não por aqui.

O Brasil tem uma máquina estatal muito grande, o qual depende dele para que a economia não entre em estagnação. E pelo próprio ainda alimenta oferecendo o peixe, ao invés de ensinar a pescar, ou que oferecesse o peixe e ensinasse a pescar, mas dar o peixe para quem tem um pesque & pague é que não dá.

Esta mesma máquina estatal que alimenta a economia de várias maneiras acaba se fortalecendo em suas bases pela ausência daquele quem deveria fazer a diferença. Devemos sempre e apenas contar com o Estado para resolver os problemas sociais? Onde foi parar o nosso humanismo e o poder de ajudar o outro?

E se num mundo paralelo, e perdoem-me aqui pelas condicionais, fosse dado como certo e correto o inverso? Ao invés de dependermos do Poder Público para atingirmos a parte social, fosse um dever do Privado? Será que não estamos, demasiadamente, dependentes do Poder Público? Parecemos, a bem dizer, crianças mimadas que não desejam passar a própria roupa, afinal temos nossos pais e mães para fazermos isso por nós.

A verdade é que estamos num mundo paralelo daquilo que deveríamos levar como verdade e certo. E por já estarmos habituados a esta nossa “realidade” acabamos admitindo ela como verdadeira. O Poder Público está aí, firme e forte, e cada vez mais ocupando o espaço do que deveria ser do Privado, e por isso afirmo, tem muito espaço para qualquer empresa chegar aqui e enriquecer. Depende apenas de cada um não depender mais de seu papai e mamãe.